Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

a f e c t o s ...

 

“Nenhum afecto me expele para além de ti”… canto.chão

retorno… como se

nunca saído desse paraíso onde nos recrias…

a infinita dimensão do poema…

Latitude maior!

Tecedeira de expirações soberanas…

quero-te!

desde o brilho intenso da madrugada

até à crepuscular tonalidade do abraço…

onde metamorfizam as lembranças

e os quase esquecimentos…

 

esse tempo mínimo de seres borboleta

que repousa em mim 

a nostalgia exacta de sua asas…

essa perfeita geometria que

eterniza a liberdade de poder

voar para o princípio de tudo…

e que suaviza o tempo deposto

no rosto e na memória

 

tudo em nós se manifesta com grandeza

porque o sermos nada, ajuda

a sermos tudo…

o que o nada pode ser…

:um vazio, ávido de preenchimento

 

publicado por Latitudes às 19:08
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8 comentários:
De Nanda a 2 de Maio de 2009 às 23:20
...sempre indiscritivelmente belas as tuas palavras...
è uma delicia vir aqui a este paraíso a que tu me transportas com o teu escrever...
parabéns Poeta
Abraços e Flores
De Presente, na Ausência a 10 de Maio de 2009 às 23:52
Que o tudo, o nada, se continue a manifestar assim,
de ti,
para ti.

Abraço.
De Francisco a 15 de Maio de 2009 às 11:48
Como o prometido no jantar de ontem, hoje dei aqui um saltinho, e parabéns pelo blog...ainda não o li tudo mas já dei uma vista por alguns poemas.

Como lhe tinha sugerido ontem, acho que pode colocar alguns videos, pois o tom com que diz os seus poemas é muito bom...

Parabéns pelo blog

nunca pensei que num jantar de curso fosse conhecer um poeta/engenheiro...mas como o João diz a "riqueza está na diversidade...",
De Latitudes a 17 de Maio de 2009 às 22:54
Olá Francisco,
no meio de tamanha barulheira ter conseguido despertar a atenção de alguém para um breve momento de poesia foi muito gratificante… um desafio lançado pelo Amigo Levi … superado por todos nós.
mesmo que em ambientes “hostis” e “impróprios”… a poesia impõe-se!!...
como costumo dizer… “abstraídos do ruído… a limpidez da música chegará… na ebulição dos pássaros que trazemos dentro…” …do silêncio possível… o descolar para o voo conseguido…
o teu comentário aqui… é reflexo disso mesmo…
como sabes, na engenharia civil, a estática é primordial... para um poeta, o desequilíbrio das forças pode, por vezes, revelar-se necessário para que o equilíbrio harmónico das emoções seja provável… uma relação que poderá ser de proporcionalidade inversa entre a acção e a reacção… para que dessa dinâmica resulte a recriação de algo que nos abale e nos acorde para olhares mais atentos e contemplativos…
questionar a irracionalidade das emoções, num determinado momento de reflexão a que ficamos sujeitos, é rasgar horizontes; abrir caminhos… construir pontes… num diálogo geométrico com o tempo… em que o espaço… é o momento de ser-mos limite que tende ao infinito…

abraços

a todas as queridas Amigas, o meu agradecimento pelos afectos… que vêm revelando nos seus comentários…

abraços e beijos
De Latitudes a 12 de Junho de 2009 às 01:08
ser-mos?!!!! vai aprender a escrever...
e não houve ninguém que te ""avisa-se""
ahahaha!!!
De Borboletta a 16 de Maio de 2009 às 04:33
....

Existem poemas que são como quadros em museus,
como pinturas a elogiar.

Existem poemas que frente a eles
..é melhor calar e contemplá-los.

[obrigada, Poeta!]

Bom fim-de-semana!...


De ceu a 25 de Maio de 2009 às 21:15
A grandeza está na na beleza das tuas palavras e no encanto da tua poesia....uma história criada dum sentimento...quem sente exprime com grandeza poeta. Bjs e abraços
De gabriela rocha martins a 29 de Maio de 2009 às 12:20
um sentir.me envolvida ,despida ,como se as palavras nos atraiçoassem .obrigada ,João ,pelo teu canto maior

.
um beijo ,companheiro

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