Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Nota biográfica...(excerto 7)

Por vezes, tenho quedas ascensões e depressões…

Pela rudeza das palavras que me surgem… a dor da expiração é por vezes irrespirável...

“Existe a falta/ Existe a falha/ Esta ausência humana/ Que me calha/ Que cai em mim/  Saudade grande/ A queda alta/ Funda/ Que me invade/ E acerta/ E faz de mim/ Um ser exangue/ Que do sonho não desperta .../ / Por ser só vício.../ Sinto agora que escrevo/  Pra fugir do precipício.”

“A depressão é um estado sazonal por onde vou vivendo alguns momentos de grande sensibilidade: Uma metamorfose temporária que me possibilita, por vezes, um percurso de contraditória felicidade; Uma ascensão em vez da decadência; Uma procura em vez da desistência e da falência que lhe são comuns....

Mantenho, assim, o que se poderá chamar, uma relação saudável ou pelo menos de algum equilíbrio com essa "maldição" que se mostra, quase sempre, altamente corrosiva para tanta gente...”

“Nem tudo é mau na depressão… quando o regresso é possível sem grandes lesões internas…”

 

A escolaridade insuficiente limita-me. Mas ainda mais o hermetismo a que me remeto.

Sem avisar, a escrita surgiu, por paixão a 1 de Novembro 1998 .

Já pensei fazer uma edição de autor, mas tenho tido muita dificuldade em seleccionar e organizar…“Pensei vender poesia a retalho para não ter o trabalho de construir um livro” (como alternativa vou partilhando...)

“As minhas palavras não são nada!/ Nada trarão, de novo, à humanidade/ Reflexos do olhar na mão cansada/ Não são senão de mim pura vaidade./ / A vida não me deu sexto sentido/ Nem largos horizontes de verdade/ Mostrou-me a força de dizer e ser ouvido / nos sons da poesia que me invade. / / Antes dizer o quanto pesam/ Momentos solitários que enternecem/  Memórias de um presente que foi meu / / Réstias de dor, amor e de saudade/ Mostrando ao largo toda  a eternidade/ Aquilo que é o outro e que sou eu”

publicado por Latitudes às 18:12
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2 comentários:
De Anónimo a 24 de Novembro de 2007 às 02:19
Mário,

Impossível não passar para ver o que noite ou dia fazem de ti.
De tudo que me assalta os olhos, permanece a
“réstia de dor, amor e de saudade”

Agora, para que você não tenha trabalho de construir um livro.
Venda a poesia a retalho, mas aumente preço.
Eu pagarei!

(a)braços poeta :)

Um outro lugar para sonhar
De Nanda a 31 de Dezembro de 2008 às 17:46
A amizade é algo que nem todos sabem dar o seu devido valor.
Mas é com muita estima e consideração que eu digo “a Nossa Amizade”.
É com este orgulho e vaidade de ser tua amiga que eu também me sinto valorizada e enaltecida, é tão bom ter Amigos Especiais como tu.
Obrigado pelo previlégio de te ter como Amigo.
Abraço bem apertado e um feliz 2009

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fiquei deslumbrado com esta pequena bruxinha... mágica poesia que se lança como um feitiço aos olhares mais desencantados...
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