Sábado, 12 de Dezembro de 2009

ser poeta…

 

ser poeta… às vezes

quando acontece.

estar nessa latitude ocasional

e respirar do animal que somos

a alma que nos convém…

 

ser poeta… agora!…

enquanto a palavra sustém o verso…

no entretanto… o mito que demora

o universo acontecer…

 

ser poeta…

é coisa que não sei dizer ainda

ainda que… outra qualquer coisa possa ser

 

ser poeta… quando quiser…

às vezes, morrer de novo

nesse  lugar de paz e violência

 

ser poeta…  montanha

onde apura a  razão e a demência…  

ser poeta, enfim… consciência de mim

ou da coragem que nos conduz à morte

 

ser poeta numa qualquer noite

onde a sorte crie estrelas

ser poeta…

abraçado a elas… com ternura

 

ser poeta ou poesia

a mão que me segura

ser por toda a lonjura o grito…

da liberdade e do amor que tenho escrito

 

ser poeta é o que define a cor

dessa paisagem

ser poeta no regresso da viagem

ou na partida…

para toda a vida!

 

publicado por Latitudes às 00:00
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7 comentários:
De Latitudes a 12 de Dezembro de 2009 às 00:03
um especial regresso…
ao lugar onde percorro ausente e em silêncio…
o que em mim desejo e quero purificar.
transparente a água que me percorre nesta latitude
tardia… que afaga o meu pensamento…
esse tempo mínimo que nos elege únicos e apetecíveis…
que liberta a mágica ternura do infinito olhar que traz encantados…

venho celebrar o tempo percorrido
e agradecer pelo que já vivido foi
até este 46º Outono…
De Nanda a 12 de Dezembro de 2009 às 00:49
Um regresso teu é sempre um momento muito especial...
meu Divino e Especial Poeta

Abraço e beijo tuas mãos com muito carinho

Feliz Aniversário
De Conceição a 13 de Dezembro de 2009 às 23:24
...
Ser poeta é cantar com a corda rompida até vomitar o ego para afogar este “animal que somos” na noite diluída ou encontrar as palavras na fissura do lápis

...assim o poeta aprende que “ser poeta ou poesia”
é o mundo no qual ele nasce e morre.

(a)braços, flores girassóis..:)
De Lampejos a 13 de Dezembro de 2009 às 23:39
...

Um regresso sublime!...

Grandes tessouros se escondem baixo o silêncio
ausente do desejo que queres purificar

...entre eles
o testemunho encantado e transparente
da água acariciada que te percorre.

(a)braços,flores,girassóis..:)
De Borboletta a 14 de Dezembro de 2009 às 04:56
...
errata:[tesouros]

De Manuela - Viseu a 12 de Janeiro de 2010 às 16:55
É curioso, já não passava no site à uns tempos, mas a saudade e o gosto que tenho por este blog fizeram-me voltar. Adoro os seus poemas...
De Teresa Alves a 30 de Novembro de 2013 às 16:21
O ar, o clima, a região e a natureza em harmonia com os versos confluem à beleza da ideia do movimento, e me coloca dentro da paisagem (e a imagem vive sem me deixar perder a noção do caminho).

Poeticamente, a paisagem se transporta em experiência pela tradução dos versos que exprimem a habilidade de visualizar, ou de ouvir, ou de imaginar a realidade. E o poema confere dignidade à imaginação pela Arte de Poetar num mundo (inteiro) refeito pela imagem.


Pela travessia e pela poesia, obrigada.

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fiquei deslumbrado com esta pequena bruxinha... mágica poesia que se lança como um feitiço aos olhares mais desencantados...
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