Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Latitudes...

 

a situação levou-me a sair

de latitudes mais baixas e

a procurar abrigo em latitudes

menos poluídas de gente, que não é...

 

as rochas desagregadas,

movimentam-se lentamente

ao som dos guizos das cabras...

Pastor !...

 

pastam meus olhos

e meus ouvidos, buscando

a melhor forma de escrever pedra,

de a perceber dura,

de a sentir vida!...

 

a cidade é bem mais calma

vista a esta distância.

a sua dureza e a sua esterilidade

agigantam-se, sombrias.

olhos tristes os que só longe

vos conseguem calma.

fachada hipócrita essa,

visão enganosa que vos tolhe a alma.


imagem: dariusz klimczak

publicado por Latitudes às 09:31
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10 comentários:
De Latitudes a 20 de Outubro de 2009 às 10:53
o recolhimento volta a fazer sentido …
este blogue nasceu de um encantamento
e cristaliza por desencanto…
“os homens estão desertos…
amar o quê?”
agradeço a todos
o carinho que lhe foi dedicado
abraços e beijos
De Nanda a 20 de Outubro de 2009 às 21:54
Tu és um Grande Homem e Poeta...

por um desencantamento não deixes de nos maravilhar com a beleza infinita das tuas Palavras e Amizade...
com uma profunda Admiração...

Abraços e beijos
De Pétala a 31 de Outubro de 2009 às 15:46
Não sei gostas muito de selinhos, mas enfim, guardei um para ti lá no meu blog. Vá ver, de repente, gostas!

Beijos e pétalas.
De Latitudes a 4 de Novembro de 2009 às 21:24
“Ofereço o selinho também para João Ramos, que seria Pablo Neruda, pela intensa paixão com que fala sobre o amor. Ah, o amor romântico..., dói senti-lo em toda a sua plenitude. Mas não existe viver sem tê-lo sentido pelo menos uma vez.” Pétala

fiquei sensibilizado pela distinção que atribuíste o meu blogue... e embora muito longe da auréola de Pablo Neruda...
insisto no amor... porque... "é no beijo quente feminino que me sonho eternamente pequenino"

obrigado Pétala
abraços beijos e muitas pétalas de poesia

e porque, quase sempre, somos tão breves…
recordo..

“não importa
por quanto e o que esse tempo
nos possa conceder
vivamos com intensidade
este amanhecer
sem anteciparmos culpas
pelo que de nós… possa levar
vivamos como se frágeis nos
pudéssemos quebrar
à ausência desse encantamento…
vivo! como se frágil me pudesse
quebrar à ausência da tua floração
certo de que irá
permanecer doce essa brisa
em nosso pensamento
por muitas mais
polinizações”
De Perla a 4 de Novembro de 2009 às 00:55
Por vezes é mesmo necessário um retiro. um afastamento da poluição. um encontro a sós com o nosso eu. esquecer tempestades. apagar tormentas. vencer marés. e regressar. curado.

Beijos
De Latitudes a 4 de Novembro de 2009 às 21:08
espero ter merecido e
continuar a merecer as vossas carinhosas visitas...
a incerteza do regresso... assume-se, à partida,
como um até já...
a nostalgia do adeus...
a esperança de um até sempre
a estas latitudes...

abraços e beijos
De adesenhar a 9 de Novembro de 2009 às 23:44
descansa e regressa renovado.
este fim de semana foi para o tecto,
o copo e as castanhas de S. Martinho
ficam para o próximo Domingo.

abraço amigo
De maré a 15 de Novembro de 2009 às 23:38
espero que não João
que de volta a este post, este não seja um caminho de adeus. os estiletes são aço afiado, mas tudo se renova.

eu renovo o desejo de breve ausência

um beijo
De Latitudes a 30 de Novembro de 2009 às 20:07
Latitudes…um mês depois…
um destino ainda procurado
apesar de longitude inconstante
há ainda quem acerte na coordenada
geodésica da poesia meridional
onde me situo…

obrigado!
De manuela a 14 de Dezembro de 2009 às 03:57
?????????????????????????????????? Então que se passa???????? Não deixes que a traça tua alma desfaça ............E que essa gente sem raça faça mais lixo na praça ........porque ao meu cão tiro já já a mordaça... hehehe beijo grande campeão olha a luz do lampeão que te deixe ver esta taça.

És excepcional Parabéns pelo teu carisma tão especial.

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