Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

rumor…

 

oferece-me o teu olhar

esse asterismo que reflecte um universo

de ternura…

as tuas carícias são como nuvens de beijos

que antecipam uma precipitação tropical…

o meu corpo arde… deseja que chova!

pressinto-te na última palavra

que a saudade sufoca…

derradeira brisa

que afaga o poema exangue

reflectindo nostalgia…

no rio que emerge do Outono

humedecem as lembranças

daquilo que restou depois do adeus…

o que passou… fez

de nós seres mais silenciosos

e as nossas mãos estenderam-se no vazio…

importa dizer que o silêncio

potencia o grito do rumor que fomos…

no coração da mulher a quem amamos

 

publicado por Latitudes às 14:20
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4 comentários:
De Manuela - Viseu a 16 de Setembro de 2009 às 15:14
O apreço pelas palavras, a sede de poeta, será sempre um privilégio poder ler estes poemas.
Obrigado por existir e pelos seus poemas.
A saudade não passa … mas deixa de sufocar.
Cmps
Manuela
De gabriela rocha martins a 21 de Setembro de 2009 às 15:35
a doce nostalgia de um AMOR//OUTONO

e a saudade de não te ler ... mais




.
um beijo
De M.C a 24 de Setembro de 2009 às 02:30
...

A saudade que sufoca
O silêncio amordaçado
O vazio pacto entre o nada...

são cúmplices, aliados e indivisíveis

Porém enquanto o grito potente ecoar em ambas as direções no coração dos que são amados...

Vale a pena à alma manter a fé no universo de ternuras e brisas de caricias…formando possibilidades divisíveis.

Voe alto e viva, Poeta.


Obrigada por escrever...obrigado pela leitura.

:-)
De Presente, na Ausência a 25 de Setembro de 2009 às 00:29
Citando Florbela Espanca: "Saudades! Sim... talvez... porque não?! Se o nosso amor foi tão grande e forte..."...

É bom ler-te, é bom sentir-te, vale sempre, a minha espera.

Abraço E.

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