Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

f r a g i l i d a d e ...

Natalia Drepina Photography 1.jpg

 

 

chegaste do anonimato

e revelaste-te

a derme que envolve em si

o poema génese de todo o amor

toda tu secreta

toda tu mistério…

recusas-te a confessar

de uma só vez

que a terra grita a nostalgia

do que em si contido

alimenta convulsivamente

a orogénese do verso

assim como

a erosão do pensamento

fragmentado pela brisa húmida de poente

sedimenta numa latitude

ocasionalmente tardia

 

é frágil esse poema

que alimenta o oculto

é como um vulto que se ergue

à luz da vela em noite de tempestade

é talvez…

como quem arde, lentamente,

na chama de um amor que se adia

e se rejeita

é como quem se deita pra sonhar

o esquecimento das coisas

que nos suportam…

 

que ferida aberta é esse anónimo ser?…

lugar onde  minhas cicatrizes

foram com o mesmo sangue escrever amor…

 

que coisa é essa?.... esse amor que dói !?

gesto que verbaliza palavra que  nunca foi ?!!!

publicado por Latitudes às 00:35
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10 comentários:
De ceu a 3 de Abril de 2008 às 01:25
quisera eu saber..tantas vezes amigo...mas no mais oculto do nosso ser há sempre coisas por descobrir...continua com tanta beleza poética...bjs e abraços
De Latitudes a 5 de Abril de 2008 às 10:57
a tua presença na minha vida tem-se revelado também uma "fragilidade..."
obrigado pela força que chega de ti...
quando vens descobrir em mim alguma "beleza"

abraços e beijos
De Lampejo a 3 de Abril de 2008 às 04:55
Mário,
“que coisa é essa?”

Penso que é a essência que guardamos em partes da vida; em nossos momentos; quando todo ocupa um só lugar.
Quando tudo se eterniza.
Bom, Palavras, já não tenho,...para pintar a imensa tela pelo poeta já pintada.
Apenas dizer-te que: tua alma é transbordante!

(a)braços é flores de girassóis poeta :)

De s.a. a 3 de Abril de 2008 às 22:05
"Amor é fogo que arde sem se ver!"...
Que o Amor em ti não termine!
Leio-te, releio-te,... meu Poeta!...
Abraço...
De Latitudes a 5 de Abril de 2008 às 11:17
não te deixes intimidar pela "fragilidade..."
de outras Latitudes que te pareçam "maiores"
é importante que, o que arda em ti, te ajude a
permanecer...

obrigado pelo abraço ...

vou... voo pra sentir nas asas a brisa que sopra de ti

abraços e beijos
De Lampejo a 5 de Abril de 2008 às 03:55
Mário,

Aqui continuo misturando letras com algumas cores,
alegrias, sonhos, flores..levamos-te na asa
ao coração que deseja doses de doçura, de vida, de sol..
........

Poeta...(Nosso...) poeta.

Bom fim-de-semana!

(a)braços e flores de qualquer espécie :)
De Latitudes a 5 de Abril de 2008 às 10:45
é bom ver que continuas a plantar novas flores no meu jardim... e que cuidas das que cá existem...
Tu (nossa) Poetisa
que também de todos...
os que contemplam o teu Jardim.
adorei sorrindo às provocações sadias
(nosso) (des )entendimento
e amei especialmente o cuidado que tiveste em não marginalizar "flores de qualquer espécie"
obrigado!

Teu Amor minha Latitude
De gabriela rocha martins a 6 de Abril de 2008 às 01:06
aqui
onde a liberdade e o silêncio são totais
respiro.te
POETA
a preto e branco

em pensamento
a árvore resiste ao abraço do teu poema



.
um beijo ,João
De Latitudes a 6 de Abril de 2008 às 14:16
de olhos fechados...
ao som desta música que conduz à
liberdade de ficar... ausente
meu ego espraia-se ondulante
num êxtase de silêncio...

sem resistir à ternura
desse abraço que me respira

abraços e beijos

p.s.
que esse teu ser Árvore
resista por muitas mais expirações
De adesenhar a 9 de Abril de 2008 às 17:19
vim dar um passeio
pela rua dos poetas
onde a cada dia que passa
poemas mil florescem

:-)

abraço amigo joão

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