Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Teu Amor minha Latitude

Olá meu Amor,

 

Eu, como tu, tenho muita dificuldade em exprimir meus sentimentos… muito por não saber escrever. A poesia é, também, a minha fuga à regra e ao parágrafo… à pontuação.

Quantos papelinhos em meu redor, com sentimentos perdidos algures na incapacidade do momento em que os tentei resgatar… quantos rasgados, ainda, dentro de mim!?

Perdoarás a falta de rigor e a simplicidade destas palavras tantas vezes repetidas por outros seres que como nós respiram, apenas, parte do universo a que têm direito…

Não creio que algo mais possa ser inventado… até que nos seja concedido o verdadeiro conhecimento do amor. As palavras, como as rosas, repetem-se em actos continuados… a importância estará !sempre! na verdade com que as oferecemos…

Não rejeitaria frases feitas… porque vindas de ti seriam, com certeza, sentidas.

 

Gostaria… de poder chegar a ti no imediato voo de minhas asas….

Aceitaria o teu sorriso, o teu abraço e o teu beijo… Tudo que vem de ti me encanta! TUDO!!!

Desculpa, se por vezes, não consigo devolver o mesmo encanto, o mesmo carinho. Esse mesmo carinho que… me enternece… que preenche, tantas vezes, os recantos mais esquecidos do meu vazio…

 

Impossível, para mim, é atingir a lucidez em que vivem os teus mais ternos anseios.

Amo a honestidade que te impõe ser verdadeira, no amor e em tudo que tocas.

Não! De mim não tens apenas poemas: gritos que escaparam à contenção deste amor que sinto… tens, ainda, o que sou, aceso, no interior de mim… tens a minha mão, o meu sorriso… e os gestos irrecuperáveis de meus lábios a cada novo beijo. Tens-me em cada passo que dou em tua direcção.

 

Partilho contigo o desejo de poder viver momentos de felicidade. Teu corpo?... Apenas o lugar concreto onde se concentra a tua mais sublime existência. Essa generosa forma de amar sem egoísmo, o outro, ou a mim em todos os outros onde sempre estarei presente.

 

Não queria referir… para não corromper este sonho… mas a minha racionalidade e honestidade alertam-me para o facto de a minha vida precária me impor limites aos quais, talvez, não consiga escapar…

Amas, o que de mais nobre existe em mim… O resto, é só imperfeição.

 

Visito teu olhar regularmente, entre cada parágrafo, imaginando-nos de mão dada olhando no horizonte o perfil da felicidade ao entardecer do beijo.

Amor de poetas!!!

: amor contido entre a violenta serenidade do querer… e a nostalgia do não ser…

 

O aroma do café e melancolia da guitarra, acompanham-me… no traçar de algum conteúdo, do muito que se agita cá dentro. Regresso ao teu olhar entre cada frase para não me sentir tão só neste monólogo.

 

O dia irrompeu da escuridão nesta manhã de Outono. As nuvens regressaram mensageiras da tua emoção… Está um dia magnifico para amar, na intimidade de uma cabana, junto ao calor da lareira… ouvindo o murmurar da água…   e o tranquilo bater do teu coração… vem amor, dá-me a tua mão!!!

 

Teu Amor minha Latitude

publicado por Latitudes às 00:33
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5 comentários:
De Anónimo a 3 de Dezembro de 2007 às 04:59
Queria poder dizer-te também, o quanto você me faz bem!

“O aroma do café e melancolia da guitarra, acompanham-me…”

“Está um dia magnífico para amar, na intimidade de uma cabana, junto ao calor da lareira… ouvindo o murmurar da água… e o tranquilo bater do teu coração”

(adorei esses trechos da carta.)

Um canto, Mario. Letra a letra.
Que a nossa chama mantenha-se acessa para sempre...em todos os sentidos!

Que as pétalas das flores da primavera recomponham-se na flor das manhãs do outono de amor, meu poeta!

Sem mais palavras, deixo que o silêncio reverencie a beleza da carta.

Abraços...Mário!

(A ponta de um Caminho)
De adesenhar a 3 de Dezembro de 2007 às 14:23
olá joão
grande amigo

venho dar uma volta a esta Latitude e desejar-te uma boa semana de trabalho.
Como não tenho jeito para perfumar as palavras, vou já direito ao assunto.
No comentário que fizeste no meu blog, o teu link continua fechado, ou seja, tens de ir às configurações e abrires o teu perfil ao povo que te queira conhecer e sentir as tuas latidudes.

notinha: quarta vamos tomar um café para acertar agulhas blogosféricas.

abraço amigão
De Latitudes a 3 de Dezembro de 2007 às 23:34
Olá Amigo HVar,

Obrigado por mais esta incursão por estas latitudes.
gosto muito que deixes por cá os teu desenhos.
quanto ao atalho do meu blog: para poder comentar em blogs do BLOGGER fui recuperar uma conta de um blog que iniciei por lá. Conta que uso apenas para não ficar como anónimo e ter acesso aos que interditam comentários a anónimos como é o teu caso
Começo a achar que também terei de fazer o mesmo

resposta à notinha: iremos sim. quarta-feira telefono

um abraço
De Nanda a 30 de Janeiro de 2009 às 13:58
Parabéns Mário João pelo que és e pelo que transmites na beleza do teu sentir...linda esta forma de amar...
Abraços e Beijos

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