Domingo, 22 de Maio de 2011

exuberante Primavera...

...

procuro-Te …

a noite agita-se, precipita-se sobre mim

vazia, implacável e fria!!!

desenham-se no meu pensamento o olhar e o sorriso… o abraço…

uma carícia tua… percorre-me neste silêncio deserto

entre as parede que me seguram nesta solidão horizontal…

procuro desesperadamente um poema que me leve a ti…

libertador!!!

 

o que haverá para além deste horizonte saudade

onde permaneço por ti tão apaixonado?

o que ficará aquém do teu mais íntimo desejo?

o que será de nós ausência?...

e quantos lugares extinguirão… quando partirmos?...

 

não é a primeira vez que me perco desperto no meio da insónia;

não é a primeira vez que me apetece adormecer... tudo o que me rodeia,

lhes tomar o sonho mais perfeito e revivê-lo como se

minha fosse essa doce realidade…

não é a primeira vez que não encontro… a voz que procuro…

não é a primeira vez que me seguro… vazio ao eco

que a mim retorna…

não é a primeira vez que sinto morna a cama onde nos amámos...


de que cor serão os sonhos… casa que me habita?

qual o perfume que tem o poema por onde caminhas agora?

porque será que tanto demora esse amor a acontecer?

 

vou fechar os olhos…

tentar ser engolido pelos sonhos..

esperar que quando amanhecer…

o acordar seja nos teus braços

uma manhã de amor florida

como intensa e exuberante a Primavera

onde floresceram também os nossos beijos




imagem: Andrew Wyeth

publicado por Latitudes às 09:05
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2 comentários:
De Lampejos a 31 de Maio de 2011 às 00:01
----
Às vezes alguém faz de si mesmo uma solidão. Não há solidão real, mas vendo por esse âmbito é possível o diálogo interno buscando a si mesmo como um cego que desajeitadamente move seu bastão, até que de repente cai e resulta em seu tão desejado destino. Este poema tem o equilíbrio justamente por não haver palavras exatas para além deste horizonte nem caminhos certos para serem percorridos.
Como tu - eu às vezes não encontro a voz que procuro, nem mesmo sei que cor são os sonhos... Há coisas que não sabemos.
Por tua forma de escrever percebo que te procuras e procuras...

Mais uma vez tuas mãos me surpreendem com esse poema... Profundo. Profundo e belo como a irmandade...o amor dos poetas.

Abraços Mário.
De Nanda a 17 de Junho de 2011 às 13:21
...realmente o "...amor de poetas..." serve de desculpa para muitas coisas...
...mais uma vez as tuas palavras revelam a beleza do Homem e Poeta que és...
não é como Poetiza que deixo aqui estas palavras...mas apenas como uma simples mulher que te admira imenso...
Beijos e abraços meu doce Poeta

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.João Ramos

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fiquei deslumbrado com esta pequena bruxinha... mágica poesia que se lança como um feitiço aos olhares mais desencantados...
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