Quarta-feira, 2 de Junho de 2010

i n q u i e t o s . . .

Kathe Kollwitz 01.jpg

 

amo os seres inquietos
que interrogam… a magia das Primaveras
a nostalgia dos Outonos que lhes precedem
a fé libertadora na poesia
sangue que percorre as artérias
suburbanas do poema…
amo seres que anunciam o canto dos pássaros
ao entardecer
dos sonhos que nutrem todas as madrugadas
amo os seres  capazes de agitar os mares
desassossegados que ondulam num pensamento…
amo os seres que cegam ante a luz eterna
que alimenta a ferocidade divina
e a voz de todos os moribundos
que murmuram tão breve a vida
que lhes sucumbe nas mãos
 
 
imagem: Kathe Kollwitz
publicado por Latitudes às 00:03
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5 comentários:
De maré a 3 de Junho de 2010 às 13:28
a religião dos poetas
é o desassossego do pensamento
uma artéria de luz
que alimenta a ferocidade breve das mãos.

___ beijo
De Latitudes a 5 de Junho de 2010 às 01:07
És, Maré, um desses seres desassossegados
por quem encantado me inspiro algumas vezes
é mágica a Primavera que provocas… nas rochas
que fecundas e fazes florir… os abismos são lugares
onde se lançam, com enorme coragem,
os pensamentos poéticos que não conseguimos conter…
as coisas tomam a tonalidade prateada da
tua serena maré …
e agitam-se como bandos de pássaros migrando
pelo teu olhar Inquiridor…
há muito de ti neste poema…
há muito de teu neste “seres inquietos”

obrigado Maré
abraços e beijos
De (maré) Luísa a 5 de Junho de 2010 às 01:25
e é sempre de um outro momento que te falo.
do tempo que desgrenha o mar no sobressalta da voz
vislumbro-me a oriente.
um rastilho de asas
para insondáveis destinos.
a florir no silêncio

alguém me diz: a verdade da palavra
é uma flor
de libertação.

____ obrigado João

beijo, aberto ao sulco das artérias
De gabriela rocha martins a 11 de Junho de 2010 às 17:25
posso interromper o diálogo?

apenas para dizer que ambos são imprescindíveis à POESIA


( como já me banhei ,há pouco ,"nas marés de espanto" )


o beijo fica.se por estas LATITUDES


até!!!!!!!!!!!!!!!!
De Latitudes a 11 de Junho de 2010 às 22:42
há muito sentia, com saudade,
a tua ausência…
talvez tenhas vindo a sobrevoar
silenciosamente esta planície…
ou abismo – sei lá – esta terra…
chão onde vão florescendo
timidamente bem-me-queres
e tulipas bravas…

não é por acaso… que nestas Latitudes
há sons que ecoam no teu jardim de poesia
não é por acaso… que a tua melodia se repete
no trinado dos pássaros que migra rumo a Norte
não é por acaso… que a Sul o nosso sentir
sempre regressa…
desejo de partir muito depressa ao encontro
de um abraço que conforte…

não é por acaso que o poeta alado nidificou
num ramo não muito distante dessa Primavera
não é por acaso que grita… o que sempre se soubera
incontornável… nosso destino incerto…
e cala, seu desencanto, quando não estás por perto

obrigado Gabriela
abraços e beijos

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.João Ramos

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fiquei deslumbrado com esta pequena bruxinha... mágica poesia que se lança como um feitiço aos olhares mais desencantados...
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