Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

miragem...

porque fazes de nós tanta cegueira

que não permite senão imaginar-te?...

talvez porque tanta gente diz crer em ti

eu falo  como se existisses de verdade...

mas creio realmente tu tivesses desistido...

 

o que é isso de seres maior?... de seres

mais alto e intocável?... o todo poderoso!...

jamais serei ao pé de alguém verdade viva

se não estiver entre outros à mesma altura

não abdicarei da igualdade  mesmo que

imposta a ignorância...

mesmo que exista pouco concreta essa distância

que faz de nós desconhecidos.

falar de ti mesmo sabendo que só  eu

existo de certeza...

faz de mim uma incessante dúvida e de ti

um não sei quê de incerteza...

 

não crio estrelas nem montanhas

mas contemplo-as!

não crio homens animais

mas tento respeitá-los

repugnantes e abjectos somos nós

à tua imagem

e a tua vida como a nossa

só repousa na miragem.

publicado por Latitudes às 13:09
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4 comentários:
De Lampejos a 1 de Fevereiro de 2008 às 04:21
Mário,
A construção do teu texto tem este rumor, mão faminta, necessária diante de um mundo despedaçado.

E quando pudermos compreender essa “miragem” a morte perderá o seu domínio. O [teu] coração será canoa sem medo de atravessar os percalços dos açudes da vida, dos rios inquietos.

Ah, poeta, se soubesses tu, do orvalho que me umedece as entranhas cada vez que respiro essa “miragem”....

Respiro apenas, e sinto a cada batida do meu coração!

(a)braços e flores meu poeta :)
De Latitudes a 1 de Fevereiro de 2008 às 22:08
soubesses tu dessa "miragem"
a fome que não domino mais...
agora que nesse vazio murmura
a água que purifica o leito onde
se saciam montanhas e
pequenos deuses como nós...

respira [Me]!!!...
De constantinne a 21 de Fevereiro de 2008 às 22:22
Amar é meio solitário, apesar de tudo..loool
beijos.
De Nanda a 7 de Janeiro de 2009 às 09:29
Simplesmente belo...
Abraços e Flores Poeta

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