Domingo, 23 de Dezembro de 2007

fome compartida...

regresso

pois que a saudade

perssegue-me…

para onde quer que me retire

guardo-te!!!

como um murmúrio que enternece

como beijo que silencia

palavras de algum desconforto

retém-me…

na boca que silencia tudo!

sustém-me nesse prazer

pois que a dor persiste

ancorada às lágrimas

que evitamos…

adiados versos

 

rendo-me às tuas carícias

e ao odor extasiante da tua pele

tua boca devora-me

uma fome compartida

entre sorrisos e beijos

entre suspiros de amor

e palavras em que

queremos acreditar…

publicado por Latitudes às 18:28
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2 comentários:
De alma nova a 23 de Dezembro de 2007 às 20:25
Deixa-te regressar nas asas da saudade, doce necessidade de quem se ama.
Obrigado pela visita.
Um Bom Natal!
De M.C a 23 de Dezembro de 2007 às 23:35
Mário,

Somos nós que habitamos na saudade, quando sentimos o gostinho dela. Parece que não conseguiremos saboreá-la o bastante.

Respiro o ar o gosto da [tua] “fome compartida”.
Essa que vive dentro de [ti] de nós.

Acato à haste dos teus murmúrios (viu) poeta de versos de rara beleza, traduzindo imagens de um regresso pungente.

Às vezes encontro algum oásis quando bebo água fresca em teus poemas.

Abraços poeta!

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.João Ramos

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porque a riqueza está
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fiquei deslumbrado com esta pequena bruxinha... mágica poesia que se lança como um feitiço aos olhares mais desencantados...
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