Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
[d e s] c r e n t e ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

será deus a maior invenção da humanidade

ou a maior decepção da sua própria criação?

 

inventámos um deus másculo, branco… quase santo…

no entanto…  eu: Ateu… quase humano, quase deus -

à sua semelhança feito - quase perfeito…

ostento a imagem de alguém que cria

terá que ter ventre, seios e magia... suficiente

para me converter num seu cego

súbdito crente...

 

e porque o [des]crente duvida

até da sua própria fé

e a incerteza sempre será fundamental

para descodificar o bem e o mal

assim, digo ao desconhecido

e pouco convencido..

que...

 

se algum deus houver…

terá que ser mulher!!!

 

 

 

imagem: Gabriel Velxio



publicado por Latitudes às 11:38
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
i n t i m i d a d e . . .

 

  

 

o poema entra em nós 

como se quisesse ser um outro 

vaguear sombrio, repleto de lugares...  

sem nome, sem fome

e sem perdão... 

 

imperdoável esse gesto solitário 

que invade a intimidade desta casa 

que mais não é senão este silêncio 

 

onde não estás...

 

 

 

 

imagem: pescada na rede

por: um pescador de sonhos



publicado por Latitudes às 10:18
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Sábado, 31 de Março de 2012
o l h a r [T e] ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

...

 

queria desses olhos a outra face do mundo...

talvez me tenhas sentido ...

poema que atravessou nesse momento

o teu olhar...

 

 


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publicado por Latitudes às 18:28
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Quarta-feira, 7 de Março de 2012
m ã e !...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

acabarás por morrer inteira

inviolada luz que se apagará

nesse coração que me é

eterno… 

 

impossível a noite

onde a chuva

chegue para te acordar…

mãe!...

 

agora que

pressentes

todas as palavras

que adormecem

a minha infância

e alimentam...também

a minha morte



publicado por Latitudes às 23:36
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
p r o m e s s a s ...

 

 

 

houve um dia… em que nesse céu

todas as estrelas me prometiam

a tua boca… e que todas essas

palavras tuas…

que ainda ontem juravam 

deter-se, para sempre,

em mim, com o mesmo 

intenso amor…

 

não morreriam hoje!!!



publicado por Latitudes às 11:32
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
murmurante vaga...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

escuto sobretudo a voz

que se interpõe à saudade:

brisa que te traz a mim…

murmurante vaga

tão cheia de vida … 

 

 

imagem: pescada na rede

por: um pescador de sonhos



publicado por Latitudes às 09:45
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
os pássaros...

 

 

...felizes

os pássaros que enchem meus olhos de vida

sublimes movimentos nessas asas transidas

que sobrevoam a emoção desses meus amplos lugares



publicado por Latitudes às 15:24
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011
a f l u e n t e s ...



publicado por Latitudes às 09:28
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Domingo, 11 de Setembro de 2011
[ i n ] a t i n g í v e l ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

crescem-me poemas na insignificância...

redonda das coisas...

e nas brutais memórias que me são infância

a razão que cede a essa matéria inócua

que não existe...

 

agora!



publicado por Latitudes às 17:20
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011
Ser Verdadeiro!...

 

ser algo perpétuo...

não ser o melhor

mas

Ser Verdadeiro!...

ainda que apenas a sombra

daquilo que ironicamente

nos sorriu... 



publicado por Latitudes às 14:24
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011
só…

 

só...
enquanto a dúvida

me devora...
e o tempo ameaça

sufocar o nosso 

amor...
a angústia de te

saber perdida
confronta-se com a 
alegria de te saber

parte de mim...

a melhor parte de mim

quedou-se nesse lugar etéreo

leito de quem amou

pétala a pétala o

jardim onde nos demos



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publicado por Latitudes às 15:37
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
as horas (II)...

 

sem mácula

Amor

esse suspiro branco…

saudade

o cristalizar

das horas

que somam

distância

nunca mais

vencida…



publicado por Latitudes às 23:13
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Sábado, 25 de Junho de 2011
i n s a n o s...

...

o Homem arde lentamente como um pensamento…

cinza que em nós restou...

 

premente a poesia torna-se a imediata combustão do sonho

que vertical se ergue do chão...

 

raízes não são senão versos rasgando

o que de interno somos no exterior da terra

 

e o fogo que  a luz e o amor encerra...

liberta o aroma das emoções que se abraçam a nós...

 

i n s a n o s que verbalizam p o e s i a...

como se de incenso se tratasse



publicado por Latitudes às 22:57
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Domingo, 22 de Maio de 2011
exuberante Primavera...

...

procuro-Te …

a noite agita-se, precipita-se sobre mim

vazia, implacável e fria!!!

desenham-se no meu pensamento o olhar e o sorriso… o abraço…

uma carícia tua… percorre-me neste silêncio deserto

entre as parede que me seguram nesta solidão horizontal…

procuro desesperadamente um poema que me leve a ti…

libertador!!!

 

o que haverá para além deste horizonte saudade

onde permaneço por ti tão apaixonado?

o que ficará aquém do teu mais íntimo desejo?

o que será de nós ausência?...

e quantos lugares extinguirão… quando partirmos?...

 

não é a primeira vez que me perco desperto no meio da insónia;

não é a primeira vez que me apetece adormecer... tudo o que me rodeia,

lhes tomar o sonho mais perfeito e revivê-lo como se

minha fosse essa doce realidade…

não é a primeira vez que não encontro… a voz que procuro…

não é a primeira vez que me seguro… vazio ao eco

que a mim retorna…

não é a primeira vez que sinto morna a cama onde nos amámos...


de que cor serão os sonhos… casa que me habita?

qual o perfume que tem o poema por onde caminhas agora?

porque será que tanto demora esse amor a acontecer?

 

vou fechar os olhos…

tentar ser engolido pelos sonhos..

esperar que quando amanhecer…

o acordar seja nos teus braços

uma manhã de amor florida

como intensa e exuberante a Primavera

onde floresceram também os nossos beijos



publicado por Latitudes às 09:05
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Sábado, 30 de Abril de 2011
talvez amanhã...

 

...

meu Amor,

o Inverno ameaça resistir

e retardar a Primavera

o frio congela ainda as horas de amor

que florescerão em nós...

adias o tempo e os abraços

onde ficaremos perdidos

e sonhamos ainda com

a felicidade que regressará

talvez amanhã



publicado por Latitudes às 22:44
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Terça-feira, 15 de Março de 2011
minha Avó...

...

propaga-se em mim um silêncio sepulcral

frio que emerge da terra que nos tomará…

no gélido esquife que agora habitas...

a solidão eterna!!!

e no que arde em nós...

a dor e saudade avivam as lembranças

do carinho que me deste...

e quanto, minha Avó, tu me quiseste e desejaste

o bem que nunca, até então, eu consegui...

 

quão negra a luz divina  no vazio imenso que este triste dia emana...

meu anjo protector partiu

a voz que a mim chama a mãe que me abraça ainda…



publicado por Latitudes às 22:32
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011
Laços de Amor...

 

...

que  seja

todo o meu encanto

madrugada…

teu corpo o natural regaço

onde eu acorde

 

que em nós, Amor

tão alto se eleve…

nos gestos de uma paixão

que nunca morre

 

que seja

gota de orvalho,

por nós bebida,

esse húmido sentimento

em nossas bocas

um brinde à felicidade

conseguida

em todos os instantes

em que me tocas…

 

de dor e de saudade nos vestimos

pela distância imposta ao nosso abraço…

que a força do Amor que nós sentimos

perdure, eternizando esse Laço…



publicado por Latitudes às 14:45
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
tão minha...

...

porque o teu corpo

é mar...

ausência onde navego agora

porque a saudade perdura

...

errante ondulação

das carícias onde se afogam

todos os meus desejos

 

porque o sabor

desses beijos

nos lembram o despertar

do amor onde sonhámos ficar

 

porque este tempo meu...

e teu

imerso na solidão profunda

nos faz tristeza

 

porque foi tanta a beleza

que me mostraste...

porque em cada abraço que te deste

foi tal a plenitude da entrega

 

porque o teu afago sossega...

o choro e o grito deste meu pranto...

 

porque te amo

agora e sempre

e tanto

por quanto em mim tão desejada foste

 

e és

tão minha...



publicado por Latitudes às 11:39
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
esquecimento...

 

aceito a inconstância da nuvem sob o azul impenetrável do firmamento... aceito deste o alento... olhar saudade do tempo onde não estás... sonho esse lugar onde sempre chegarás inteira e definitivamente minha... tu que és do meu corpo rainha e da alma o reflexo de amor que nos entorpece o querer...

somos poema que se quer dizer repetidamente... água ou sulco... que em nós se faça... terra ou rio!... somos amor que aquece e arrefece... o dia que apaga e reacende... quente ou frio...

mas somos... amar sem perder o que de nós se foi... o que a nós chega a cada imediato instante... flor, fruto ou semente alada que a brisa anima... somos cadência musical da rima em cada beijo molhado por acontecer... o tão desejado abraço que consagra esse sentir...

somos no que há-de vir o mesmo inalterado intento... somos tanto por fora amor como por dentro a luz profusa que nos ilumina... e somos tudo que em nós começa e em nós termina...

nem sempre grito. nem sempre soluço. nem sempre a distância encurta o tempo de solidão... nem sempre na tua mão aportam meus sonhos: navios de bruma perdidos no desencanto...

nem sempre no oceano desagua o pranto que nos desdiz... nem sempre o que se quis venceu... nem sempre o amor é tanto que nos mereça agora... nem sempre o tempo é hora que se deseja... nem sempre ousados fomos por cobardia... nem sempre tardia a esperança que se fez ao mar...

nem sempre... para ficar... ou regressar... pois que de tanto naufragar a vida afunda... não sei se me queres ainda... teu amante... ou se distante amor em  nós perdido está...

não sei o que vingará... nosso perdão e arrependimento... nem sei o que será de nós... esquecimento

 



publicado por Latitudes às 16:30
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Sábado, 10 de Julho de 2010
longe de mim...
...
quero-te...
olhar colorido
abraço premente
beijo sentido
quero-te verdadeiramente
esse Lugar onde me libertar
quero morrer aí 
e sentir que consegui
quero-te enfim
longe de mim...


publicado por Latitudes às 09:30
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.João Ramos
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porque a riqueza está
na diversidade...
não à uniformização...
"as imagens possíveis.../ neste lugar ao sul no meu/ interior nordeste/ uma viagem à minha / geografia interior/ lugar onde sou e que sou, sempre!.../ ainda que em Latitudes ausentes/ buscando uma longitude constante” Mário João Page copy protected against web site content infringement by Copyscape


com a ferramenta possível... possivelmente o melhor de mim
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.Carmen Ayerra
fiquei deslumbrado com esta pequena bruxinha... mágica poesia que se lança como um feitiço aos olhares mais desencantados...
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